Iconografia Musical em perspectiva global:
fluxos, trânsitos, transculturação

Martha Tupinambá de Ulhôa
(UNIRIO)
Da dança Tupinambá ao xaxado
Resumo
A iconografia relacionada à dança Tupinambá do século XVI em Hans-Staden e Lery / De-Bry já foi comentada e analisada em inúmeros textos, na sua maioria relacionados com o ritual antropofágico. Aqui, numa provocação, propomos um exercício de imaginar possíveis ressonâncias das coreografias descritas nos textos quinhentistas nos passos de danças tradicionais atuais. Ou seja, pensar e ver a iconografia como registro de uma postura corporal ancestral pronta para ou num momento de performance da dança.
Martha Tupinambá de Ulhôa, musicóloga, é Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. Seus projetos de pesquisa e publicações tratam de: (1) gêneros de música popular; (2) a transmissão oral, escrita e audível da música popular no Brasil; (3) práticas musicais ligadas ao entretenimento em periódicos oitocentistas. É autora de
Aspectos sobre a valsa no Rio de Janeiro nolongo século XIX: de folhetins, música de salão e serestas e coeditora de
Música popular na América Latina: Pontos de Escuta,
Made in Brazil: Studies in Popular Music e
Canção romântica: Intimidade, mediação e identidade na América Latina.