Marcos da Cunha Lopes Virmond
(UNICAMP; GT RIdIM-Brasil SP)
As diferentes faces de Gomes: uma incursão iconográfica
Antonio Carlos Gomes, como compositor nascido no Brasil, tem expressiva posição na história da ópera italiana do século XIX, continuando a ser citado e discutido, ainda que com menor frequência, na literatura especializada ainda hoje. Sua trajetória inicial em Milão é pouco conhecida em seus detalhes, mas é o ponto de partida de sua experiência internacional. Entretanto, seu sucesso inicial permitiu-lhe uma presença iconográfica na imprensa da península italiana que permite acompanhar esta sua experiencia de instalação no mercado operístico da época e melhor entender esse importante período de sua vida artística e pessoal. Objetiva essa apresentação entender, através na análise iconográfica de documentos da época, a trajetória inicial desse artista brasileiro, no intuito de melhor entender sua relação com o mundo milanês e com sigo mesmo, enquanto suas características de desterritorialização.
Breve biografia
Marcos da Cunha Lopes Virmond é Doutor em Música e professor livre-docente pela UNICAMP e professor colaborador do Departamento de Música do Instituto de Artes da UNICAMP. Iniciou seus estudou composição e regência com Mº. Arlindo Teixeira, Mº Túlio Belardi e Mº. Nestor Miguel Wennholz em Porto Alegre, além de cursos de extensão universitária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com H.P. Bergrath da Alemanha e Nina Rojas do Uruguai. Graduou-se em música com habilitação em regência pela USC-Bauru. Atuou como diretor artístico do Coral da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi professor da Escola de Ópera da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e regente assistente de seu Coral Sinfônico. Foi regente assistente nas temporadas de ópera do Centro de Cultura Musical da PUC/RS junto ao Mº. Frederico Gerling Jr. Como compositor teve obras apresentadas no Brasil e exterior, entre elas o Sarau para Cordas e a cantata Popol Vuh dentro do Bale Rastros coreografado por Valério Cesio. Recebeu o primeiro prêmio em concurso nacional de composição de ópera em um ato da OSPA e OMB (“Glorinha”), primeiro prêmio do concurso para o Hino do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha e menção honrosa no Concurso de Monografias sobre Música Brasileira da Academia Brasileira de Música (RJ). Foi professor do Curso de Música da Universidade do Sagrado Coração de Bauru, onde dirigiu o Madrigal ANIMA e da Orquestra de Câmara da USC. Foi regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Botucatu. Atualmente, é regente do Coro Lyrico de Bauru e da Camerata Tempus na mesma cidade.















