8º Congreso Brasileño de Iconografía Musical

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Iconografía Musical en perspectiva global:
flujos, tránsitos, transculturación

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Fábio Vergara Cerqueira
(UFPel; GT RIdIM-Brasil RS)

      

De Fenicia a Taranto: migración y recreación de instrumentos musicales – la trayectoria de la cítara rectangular ápula y del sistro ápulo

Resumen

Desde finales del siglo V hasta principios del siglo III, la ciudad de Taras (Tarento), en el sureste de Italia, originalmente una colonia griega fundada por los espartanos a finales del siglo VIII, fue un importante centro para la producción de cerámica pintada según la tradición griega. los llamados vasos apulares, elaborados con la técnica de la figura roja y la técnica de sobrepintado policromado, al estilo Gnathia. Estos jarrones portaban repertorios iconográficos únicos con interés musical, concretamente con representaciones de instrumentos musicales. A través de una catalogación sistemática, fue posible individualizar iconográficamente dos instrumentos musicales de difícil correspondencia con lo relatado por las tradiciones literarias: en más de un centenar de jarrones aparece la llamada, genéricamente, “cítara rectangular”, que aquí proponemos identificar. definir más concretamente como “cítara apula”, y en más de doscientos jarrones aparece un idiófono en forma de escalera que ya ha sido identificado por algunos autores como xilófono y que preferimos definir como “apulo de sistro rectangular”, o simplemente, “sistro apulo”. La iconografía de este sistro rectangular está completamente ausente del repertorio imaginero de su Grecia original, donde las representaciones de la cítara rectangular también son muy raras en los períodos clásico y protohelenístico. El estudio iconográfico comparativo indica que el marco rectangular, de base plana, no es típico de la caja de resonancia de la tradición egea de instrumentos de cuerda, sino más bien de la tradición oriental, como lo demuestran los monumentos figurativos fenicios, asirios y neohititas. Asimismo, en los monumentos figurativos orientales está presente un instrumento de forma homóloga al idiófono rectangular presente en la iconografía de apula. Proponemos por tanto que estos instrumentos tienen su origen en contactos entre el sur de Italia y la cultura oriental mediados por los fenicios; Sin embargo, con el tiempo, a través de un proceso de transculturación, estos instrumentos tuvieron un desarrollo singular en la Magna Grecia, convirtiéndose incluso en señas de identidad de la koiné cultural greco-italiana, expresión de la cultura musical compartida entre las ciudades coloniales griegas del sur de Italia y los pueblos nativos itálicos que habitaron el interior de esta región.

 

Breve biografia

Professor Titular do Departamento de História da Universidade Federal de Pelotas. Bolsista Produtividade CNPq em Arqueologia. Pesquisador Visitante na Universidade de Heidelberg - Instituto de Arqueologia Clássica. Bolsista Fundação Humboldt/Alemanha - modalidade Pesquisador Experiente - Arqueologia Clássica (2014-2017) e integrante da diretoria do Clube Humboldt do Brasil. Graduou-se no curso de Licenciatura em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1989) e concluiu doutorado em Antropologia Social, com concentração em Arqueologia Clássica, pela Universidade de São Paulo (2001). . Coordenador do Programa de Pós-Graduação em História da UFPel (2015-2017). Leciona nos cursos de História Licenciatura e Bacharelado, Antropologia/Arqueologia Bacharelado. Entre 2006 e 2009, professor do Mestrado em Ciências Sociais. Desde 2007, professor permanente do Programa de Doutorado e Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural, e, desde 2009, do Mestrado em História. Nesta universidade, foi diretor do Instituto de Ciências Humanas por dois mandatos (2002-2010), coordenador do Curso de História (2000-2002), coordenador do Laboratório de Antropologia e Arqueologia (2001-2012) e do Museu Etnográfico da Colônia Maciel (desde 2006), integrando ainda a coordenação do Laboratório de Estudos da Cerâmica Antiga (desde 2011) e do Circuito de Museus Étnicos (desde 2008). Foi Presidente (2001-2003) e Vice-Presidente (2004-2005) da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos, tendo sido Presidente do V Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC), realizado em 2003. Foi coordenador nacional do GT de História Antiga da Associação Nacional de História (ANPUH) entre 2007 e 2008. Integra os conselhos editoriais dos seguintes periódicos: Dimensões. Revista de História (UFES); Metis (UCS); Cadernos do LEPAARQ. Textos de Antropologia, Arqueologia e Patrimônio (UFPEL); Justiça & História (Tribunal de Justiça do RS); Memória em Rede (UFPel); Patrimônio e Memória (UNESP); Plêthos (UFF); Romanitas (UFES) e Classica. Revista da SBEC. Experiência na área de História, ênfase em Arqueologia Histórica e Arqueologia Clássica, atuando principalmente nos seguintes temas: música, arqueologia, antiguidade clássica, história antiga e iconografia. Dedica-se ainda às áreas de Memória Social e Patrimônio Cultural, bem como à gestão museológica. Pesquisou junto a instituições estrangeiras, tais como Centre Jean Bérard / École française de Rome - Nápoles e École française d'Athènes.

 

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